CCJ aprova prorrogação de incentivo de ICMS para comércio e segmento
agropecuário
A Comissão
de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou
proposta que prorroga por 15 anos, até 2032, os incentivos fiscais baseados no ICMS
concedidos pelos estados e Distrito Federal para o comércio e o segmento de
produtos agropecuários in natura.
Pelo
texto, os incentivos serão reduzidos de forma gradativa, à taxa de 20% ao ano,
a partir do 12° ano de fruição do benefício. Os convênios que deram os
benefícios serão adequados pelos estados para prever a prorrogação.
As medidas
aprovadas estão previstas no Projeto de Lei Complementar (PLP) 5/21, do
deputado Efraim Filho (DEM-PB). O texto aprovado foi o substitutivo acatado
anteriormente na Comissão de Finanças e Tributação.
A relatora
na CCJ foi a deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF). A análise dela
ficou restrita aos aspectos constitucionais, jurídicos e de técnica
legislativa.
“Nós não
estamos inventando a roda. Essa isenção fiscal já existe e nós queremos
prorrogar essa isenção por mais dez anos. Caso uma reforma tributária seja
aprovada, nós vamos mudar todas as regras. Mas, enquanto ela não for aprovada,
é fundamental que a gente dê essa segurança jurídica, principalmente para o
setor atacadista”, disse Paula Belmonte.
Mudanças
O substitutivo prevê a redução gradual dos incentivos e prorroga também os
incentivos do segmento de produtos agropecuários in natura. O texto original
trata apenas do comércio.
O projeto
altera a Lei Complementar 160/17, que estabeleceu
regras para a validação de incentivos fiscais vinculados ao ICMS dados de forma
irregular pelos estados durante a guerra fiscal (principalmente nas décadas de
1980 e 1990).
A lei
complementar estabeleceu prazos de vigência para os benefícios, que variaram de
um a 15 anos, dependendo do ramo empresarial. No caso da atividade comercial,
foi de cinco anos, terminando em 2022. O objetivo do projeto é igualar o
comércio à indústria, que foi contemplada com o prazo máximo (15 anos).
Tramitação
O projeto ainda será analisado pelo Plenário da Câmara.
Reportagem
– Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra
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