Bahia tem aumento de 21,7%
na arrecadação e segue em 2º lugar em investimento no país
O Estado da Bahia
teve um crescimento de arrecadação no segundo quadrimestre deste ano de 21,7%
em relação ao mesmo período de 2020. O dado foi passado pelo secretário
estadual da Fazenda, Manoel Vitório, em audiência pública realizada de forma
semipresencial na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Esse aumento da
arrecadação – puxada sobretudo pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços (ICMS) – permitiu que a Bahia mantivesse o equilíbrio fiscal, mesmo
com a crise sanitária que passa o país, e continuasse no segundo lugar do
ranking dos estados que mais fizeram investimentos no ano, perdendo apenas para
São Paulo.
A prestação do
cumprimento das metas fiscais do estado, a cada quatro meses, está prevista na
Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Coube ao deputado Robinho (PP),
presidente da Comissão de Orçamento, Fiscalização e Controle Público, conduzir
a audiência, que teve a participação de parlamentares tanto presencial quanto
de forma remota, através do aplicativo Zoom.
De acordo com os
números apresentados por Vitório, o Estado arrecadou cerca de R$ 36 bilhões nos
oito primeiros meses de 2021, atingindo 80% da receita prevista para todo ano,
que é de R$ 45 bilhões. Isso, segundo ele, mesmo com as dificuldades do governo
baiano de contrair novas operações de crédito, o que acarretou numa pequena
queda nas chamadas receitas de capital.
Com a redução do
isolamento social e do aquecimento das vendas, além do aumento da inflação, o
ICMS foi o imposto que mais cresceu no período quando comparado ao segundo
quadrimestre de 2020 (28,15%). Uma boa notícia para o Estado, já que o ICMS
representa 82% de toda receita tributária.
O Imposto sobre
Transmissão “Causa Mortis” e Doação (ITD) cresceu 29,96%, enquanto o Imposto
sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) registrou um aumento de
29,96%. Outras taxas tiveram um reajuste, segundo Vitório, de 32,21%.
Apesar da queda de
3,37% no total das transferências correntes (vindas do governo federal), o
Fundo de Participação dos Estados (FPE) registrou um crescimento de 33,60% no
período, resultado do crescimento econômico como um todo após o pior período da
pandemia da covid-19.
O Fundo de Educação
Básica (Fundeb) também cresceu no quadrimestre (34,69%), isso fruto de mudanças
de regras, conforme explicou Manoel Vitório. “Já o SUS nos chamou a atenção no
aspecto negativo pela queda nas transferências, embora estejamos ainda em meio
a uma pandemia”, afirmou o secretário na audiência.
No quesito
despesas, o destaque, segundo Vitório, foi o crescimento das transferências
constitucionais aos municípios (o FPM) de 26,84%, reajuste esse alavancado pelo
ICMS. Ainda segundo o secretário, as despesas correntes tiveram um aumento de
11,29%, enquanto com pessoal e encargos subiu 4,93%.
As despesas com
pessoal e encargos representam os maiores gastos do governo – 44% do total.
Apesar de ser o item que mais gera custo, o Estado ainda está numa situação
confortável em relação a despesa com pessoal e encargos, já que o limite
prudencial previsto na LRF é de 54%.
As outras despesas
correntes ficam em torno de 40%. “As despesas correntes são as despesas com
saúde, educação e segurança pública”, pontuou Manoel Vitório aos deputados.
“Principalmente com saúde, setor onde ainda temos que colocar bastante recursos
por causa da pandemia”, acrescentou ele.
As despesas com
educação representam 25,31% do total e as com saúde, 12,17%. Ambas estão acima
do percentual mínimo determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Já o pagamento da
dívida pública está em 3,24% das despesas e as chamadas despesas
intraorçamentárias consomem 4,84%. Já os investimentos – percentual que o
secretário se disse orgulhoso – representaram por volta de 7% do total das
despesas no último quadrimestre.
Em 2021, disse o
secretário, a Bahia investiu R$ 17,73 bilhões, perdendo nesse quesito apenas
para São Paulo, com R$ 58,67 bilhões. Em terceiro lugar, ficou Minas Gerais,
estado que em termos absolutos arrecada bem mais, com investimentos de R$ 17,63
bilhões.
No final da
audiência, os deputados destacaram a situação de equilíbrio fiscal da Bahia.
“Minha intervenção é para louvar a condução financeira do Estado, lembrando
que, a partir de 2020, tivemos que lidar com a pandemia que elevou em muito as
despesas para salvar vidas. Mas ainda assim a Bahia consegue manter o
equilíbrio fiscal”, avaliou o deputado Alex Lima (PSB).
Já o líder da bancada
governista na ALBA, deputado Rosemberg Pinto (PT), destacou que a Bahia passou
pela crise conservando o posto de segundo estado que mais investe. “Tenho
acompanhado o governador Rui Costa nas viagens no interior e vejo como o estado
tem obras nos mais diversos municípios baianos”, pontuou.
Fonte: ALBA
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