Relator negocia mudanças na reforma administrativa
Relator negocia mudanças na reforma administrativa
O relator
da reforma administrativa (PEC 32/20), deputado Arthur
Oliveira Maia (DEM-BA), anunciou que está negociando mudanças em seu
relatório, que está sendo discutido na comissão especial. Ele
afirmou que tem conversado com deputados da oposição, da bancada da segurança
pública e senadores para incorporar mudanças até esta quarta-feira (15).
"Agora
a gente está na fase de tentar fazer um acordo que seja o mais próximo possível
daquilo que seja aprovável, no mais próximo do conforto de cada um",
apontou. "Meu sentimento é de que esta comissão, que no início parecia que
seria um palco para uma luta ideológica, pode evoluir em um processo de
conciliação, para buscar entre diferentes ideias avançarmos para algo que de
fato atenda e sirva o Brasil", completou.
Críticas
O relator pode fazer mudanças no parecer até o fim do debate na comissão
especial. Nesta terça-feira (14), 53 deputados se inscreveram para falar contra
a proposta, enquanto 10 manifestaram ser favoráveis. Quase 110 deputados
estiveram presentes na reunião. Ao longo de quase dez horas, 59 deputados já
falaram. O debate deve prosseguir nesta quarta-feira e a comissão especial
marcou a votação para quinta-feira (16).
Entre os
pontos mais criticados pela oposição estão a ampliação de contratos
temporários; os instrumentos de cooperação com a iniciativa privada; a
possibilidade de reduzir em 25% a jornada e o salário de servidores públicos; e
a demissão de ocupantes de cargos obsoletos. Os deputados da oposição também
querem mudar o texto para dar mais garantias de que os servidores atuais não
perderão direitos adquiridos.
Até mesmo
os deputados favoráveis à reforma administrativa pediram mudanças no relatório.
A principal crítica é a manutenção de benefícios a membros do Judiciário e
Ministério Público, como as férias de 60 dias.
Além da
oposição, o deputado Felício Laterça (PSL-RJ), que faz parte da
base do governo, declarou ser contrário à proposta. "Esta PEC deve ser
enterrada, soterrada. Não tem cabimento. Isto é uma pegadinha, estão armando
para o presidente, tirando a base dele, fazendo ele cair em um erro",
lamentou. "Esta reforma trata os atuais servidores com desprezo e ignora
os bons serviços prestados no Brasil."
Temporários
O líder da oposição, deputado Alessandro
Molon (PSB-RJ), afirma que a facilitação de contratos temporários e
sua renovação põem os concursos públicos em risco. "É o fim de carreiras
de profissionais de saúde e de educação. Se hoje muitos municípios já abusam
dos contratos temporários, imagine quando isso for constitucional."
As
contratações temporárias foram defendidas pelo deputado Tiago
Mitraud (Novo-MG). "Todos os governos, de todas as matizes,
fazem contratação temporária de professores", exemplificou.
O deputado
Fábio
Trad (PSD-MS) lamentou que, apesar de a estabilidade ter sido
mantida pelo relator, a possibilidade de contratação de temporários por até dez
anos vai desestimular os concursos públicos. "Sem as garantias do servidor
concursado, o temporário não vai atuar da mesma forma. Estará em situação de
precariedade e poderá ser demitido arbitrariamente", teme.
Já o
deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) considera a
estabilidade nociva por entender que tem promovido a ineficiência na máquina
pública. "A estabilidade tem servido muito mais para que maus funcionários
se protejam de eventual demissão, enquanto os bons servidores públicos não têm
a valorização que mereceriam", comentou. "O cidadão comum paga a
conta da máquina pública cara."
A deputada
Alice
Portugal (PCdoB-BA) defendeu que seja estabelecido um limite de
funcionários temporários, proporcional ao número de servidores concursados. Ela
ainda notou que, ao permitir contratações temporárias no caso de paralisação de
serviços essenciais, a proposta ameaça o direito de greve. "É como se a
luta econômica fosse ilegal", comparou.
O deputado
Paulo
Ganime (Novo-RJ) ponderou que a gestão de temporários requer mais
segurança jurídica em estados e municípios.
Instrumentos
de cooperação
O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que os
instrumentos de cooperação com a iniciativa privada vão privatizar o serviço
público. Ele considera o dispositivo uma tentativa de empresas privadas se
apoderarem de recursos da Saúde e Educação. "Não fosse o servidor público
e o Sistema Único de Saúde, teríamos mais problemas na pandemia",
ponderou. "Se a proposta fosse apresentada ao capeta, não teria como
acrescentar mais maldades."
O deputado
Márcio
Labre (PSL-RJ) rebateu que a reforma não tem nada de monstruoso.
"Poderia até ser mais ousada. Não tem ninguém malvadão aqui", eximiu.
Márcio
Labre defendeu a flexibilização de contratações por acreditar que os
governantes poderão alinhar melhor seus programas de governo. "O gestor
poderá realocar contratos para as áreas de interesse e não ficar
engessado", avaliou. Labre ainda espera que a reforma administrativa reduza
os custos e aumente a eficiência do serviço público.
Direitos
adquiridos
O deputado Bohn Gass (PT-RS) afirmou que a PEC vai
atingir os atuais servidores e prejudicar o serviço público. "Sem a
estabilidade, não teríamos denúncias contra corrupção", comentou. Ele
acusou a PEC de impor o alinhamento ideológico de servidores. "Se você não
concordar com o prefeito ou o governador, vai para o olho da rua. Esta é a PEC
da Rachadinha", criticou.
A deputada
Adriana
Ventura (Novo-SP) rebateu que é necessário melhorar o serviço
público, já que o Estado gasta muito e entrega poucos serviços à população.
"Temos servidores maravilhosos que carregam este País, mas isso não ocorre
em todas as áreas. Basta ver as enormes filas que temos na Saúde."
Avaliação
de desempenho
O deputado Darci de Matos (PSD-SC), que relatou a PEC na
Comissão de Constituição e Justiça, elogiou as mudanças na avaliação de
desempenho. "Os mecanismos de avaliação são de fundamental importância
para dar celeridade e excelência ao serviço público", argumentou.
Fábio Trad
teme que a PEC dará superpoderes ao presidente para regularizar a avaliação de
desempenho do servidor público estável, até mesmo por medida provisória.
"O Executivo poderá exigir que o desempenho seja superior ao possível,
para provocar demissões", alertou.
Já o
deputado Tiago Mitraud defendeu a avaliação de desempenho e elogiou o relatório
por promover a avaliação pelo usuário do serviço público sempre que possível.
"Concurso público não pode ser convite à ineficiência. Quem reiteradamente
apresenta desempenho insuficiente está sujeito a perder o cargo", argumentou.
Juízes e
promotores
O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) defendeu a aprovação de
destaque para incluir o Judiciário e o
Ministério Público na reforma administrativa. "Mais de 8 mil juízes
recebem acima de R$ 100 mil por mês, mais do que o dobro do teto",
indignou-se. São R$ 15 bilhões só em penduricalhos, quase a metade do orçamento
do Bolsa Família, que atende 14,2 milhões de famílias", comparou.
O deputado
Marcel Van Hattem observou que o Poder Judiciário custa 1,3% do PIB do
Brasil, enquanto na Espanha e nos Estados Unidos este índice é de apenas 0,12%
e 0,14%, respectivamente. Já o deputado Tiago Mitraud defendeu a proibição das
férias de 60 dias para juízes e promotores. "Não são benefícios, mas
privilégios que existem para algumas castas que conseguiram ter regras que
ninguém consegue explicar o porquê", lamentou.
O deputado
Carlos
Jordy (PSL-RJ) apelou para que os deputados não cedam à pressão dos
sindicatos e do Judiciário. "Não é uma cláusula pétrea e pode ser
emendada. Recebi ligações de membros do Tribunal de Contas se sentindo
injustiçados porque o Judiciário ficou de fora", relatou.
Cargos
obsoletos
Apesar de elogiar o relatório, o deputado André
Figueiredo (PDT-CE) afirmou que a possibilidade de demitir
servidores de cargos obsoletos trará insegurança jurídica. "Alguns
servidores tem mais de 50 anos de idade e teriam difícil recolocação em
empresas privadas", analisou. "Precisamos dar garantia de
reaproveitamento em outras funções."
O deputado
Professor
Israel Batista (PV-DF) afirmou que o Estado não pode descartar
servidores porque ficaram idosos. "O Estado tem que ser exemplar na forma
de tratar pessoas. Não é correto comparar relação trabalhista de servidor com a
iniciativa privada", ponderou.
Já o
deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) afirmou que a reforma
precisa equiparar os trabalhadores do setor público e privado. "Alguém que
desempenha função contratada por órgão público não pode ter diferença do setor
privado", comentou.
Carreiras
típicas
O deputado Tiago Mitraud considera desnecessária a tipificação de carreiras
típicas de Estado. "Não faz sentido esta necessidade, que só atende à
vaidade de categorias. O importante é que todos os servidores estejam incluídos
nas mesmas regras", argumentou.
O deputado
Arlindo
Chinaglia (PT-SP) avalia que a distinção das carreiras vai criar
diferenças entre servidores públicos concursados, o que seria inaceitável.
"Uns vão ter critérios de avaliação mais justos e outros não",
comentou.
Reportagem
– Francisco Brandão
Edição – Geórgia Moraes
Relator negocia mudanças na reforma administrativa
Votação da
proposta pode ocorrer na quinta-feira
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14/09/2021
- 21:17
O relator
da reforma administrativa (PEC 32/20), deputado Arthur
Oliveira Maia (DEM-BA), anunciou que está negociando mudanças em seu
relatório, que está sendo discutido na comissão especial. Ele
afirmou que tem conversado com deputados da oposição, da bancada da segurança
pública e senadores para incorporar mudanças até esta quarta-feira (15).
"Agora
a gente está na fase de tentar fazer um acordo que seja o mais próximo possível
daquilo que seja aprovável, no mais próximo do conforto de cada um",
apontou. "Meu sentimento é de que esta comissão, que no início parecia que
seria um palco para uma luta ideológica, pode evoluir em um processo de
conciliação, para buscar entre diferentes ideias avançarmos para algo que de
fato atenda e sirva o Brasil", completou.
Críticas
O relator pode fazer mudanças no parecer até o fim do debate na comissão
especial. Nesta terça-feira (14), 53 deputados se inscreveram para falar contra
a proposta, enquanto 10 manifestaram ser favoráveis. Quase 110 deputados
estiveram presentes na reunião. Ao longo de quase dez horas, 59 deputados já
falaram. O debate deve prosseguir nesta quarta-feira e a comissão especial
marcou a votação para quinta-feira (16).
Entre os
pontos mais criticados pela oposição estão a ampliação de contratos
temporários; os instrumentos de cooperação com a iniciativa privada; a
possibilidade de reduzir em 25% a jornada e o salário de servidores públicos; e
a demissão de ocupantes de cargos obsoletos. Os deputados da oposição também
querem mudar o texto para dar mais garantias de que os servidores atuais não
perderão direitos adquiridos.
Até mesmo
os deputados favoráveis à reforma administrativa pediram mudanças no relatório.
A principal crítica é a manutenção de benefícios a membros do Judiciário e
Ministério Público, como as férias de 60 dias.
Além da
oposição, o deputado Felício Laterça (PSL-RJ), que faz parte da
base do governo, declarou ser contrário à proposta. "Esta PEC deve ser
enterrada, soterrada. Não tem cabimento. Isto é uma pegadinha, estão armando
para o presidente, tirando a base dele, fazendo ele cair em um erro",
lamentou. "Esta reforma trata os atuais servidores com desprezo e ignora
os bons serviços prestados no Brasil."
Temporários
O líder da oposição, deputado Alessandro
Molon (PSB-RJ), afirma que a facilitação de contratos temporários e
sua renovação põem os concursos públicos em risco. "É o fim de carreiras
de profissionais de saúde e de educação. Se hoje muitos municípios já abusam
dos contratos temporários, imagine quando isso for constitucional."
As
contratações temporárias foram defendidas pelo deputado Tiago
Mitraud (Novo-MG). "Todos os governos, de todas as matizes,
fazem contratação temporária de professores", exemplificou.
O deputado
Fábio
Trad (PSD-MS) lamentou que, apesar de a estabilidade ter sido
mantida pelo relator, a possibilidade de contratação de temporários por até dez
anos vai desestimular os concursos públicos. "Sem as garantias do servidor
concursado, o temporário não vai atuar da mesma forma. Estará em situação de
precariedade e poderá ser demitido arbitrariamente", teme.
Já o
deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) considera a estabilidade
nociva por entender que tem promovido a ineficiência na máquina pública.
"A estabilidade tem servido muito mais para que maus funcionários se
protejam de eventual demissão, enquanto os bons servidores públicos não têm a
valorização que mereceriam", comentou. "O cidadão comum paga a conta
da máquina pública cara."
A deputada
Alice
Portugal (PCdoB-BA) defendeu que seja estabelecido um limite de
funcionários temporários, proporcional ao número de servidores concursados. Ela
ainda notou que, ao permitir contratações temporárias no caso de paralisação de
serviços essenciais, a proposta ameaça o direito de greve. "É como se a
luta econômica fosse ilegal", comparou.
O deputado
Paulo
Ganime (Novo-RJ) ponderou que a gestão de temporários requer mais
segurança jurídica em estados e municípios.
Instrumentos
de cooperação
O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que os
instrumentos de cooperação com a iniciativa privada vão privatizar o serviço
público. Ele considera o dispositivo uma tentativa de empresas privadas se
apoderarem de recursos da Saúde e Educação. "Não fosse o servidor público
e o Sistema Único de Saúde, teríamos mais problemas na pandemia",
ponderou. "Se a proposta fosse apresentada ao capeta, não teria como
acrescentar mais maldades."
O deputado
Márcio
Labre (PSL-RJ) rebateu que a reforma não tem nada de monstruoso.
"Poderia até ser mais ousada. Não tem ninguém malvadão aqui", eximiu.
Márcio
Labre defendeu a flexibilização de contratações por acreditar que os
governantes poderão alinhar melhor seus programas de governo. "O gestor
poderá realocar contratos para as áreas de interesse e não ficar
engessado", avaliou. Labre ainda espera que a reforma administrativa
reduza os custos e aumente a eficiência do serviço público.
Direitos
adquiridos
O deputado Bohn Gass (PT-RS) afirmou que a PEC vai
atingir os atuais servidores e prejudicar o serviço público. "Sem a
estabilidade, não teríamos denúncias contra corrupção", comentou. Ele
acusou a PEC de impor o alinhamento ideológico de servidores. "Se você não
concordar com o prefeito ou o governador, vai para o olho da rua. Esta é a PEC
da Rachadinha", criticou.
A deputada
Adriana
Ventura (Novo-SP) rebateu que é necessário melhorar o serviço
público, já que o Estado gasta muito e entrega poucos serviços à população.
"Temos servidores maravilhosos que carregam este País, mas isso não ocorre
em todas as áreas. Basta ver as enormes filas que temos na Saúde."
Avaliação
de desempenho
O deputado Darci de Matos (PSD-SC), que relatou a PEC na
Comissão de Constituição e Justiça, elogiou as mudanças na avaliação de
desempenho. "Os mecanismos de avaliação são de fundamental importância
para dar celeridade e excelência ao serviço público", argumentou.
Fábio Trad
teme que a PEC dará superpoderes ao presidente para regularizar a avaliação de
desempenho do servidor público estável, até mesmo por medida provisória.
"O Executivo poderá exigir que o desempenho seja superior ao possível,
para provocar demissões", alertou.
Já o
deputado Tiago Mitraud defendeu a avaliação de desempenho e elogiou o relatório
por promover a avaliação pelo usuário do serviço público sempre que possível.
"Concurso público não pode ser convite à ineficiência. Quem reiteradamente
apresenta desempenho insuficiente está sujeito a perder o cargo",
argumentou.
Juízes e
promotores
O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) defendeu a aprovação de
destaque para incluir o Judiciário e o
Ministério Público na reforma administrativa. "Mais de 8 mil juízes
recebem acima de R$ 100 mil por mês, mais do que o dobro do teto",
indignou-se. São R$ 15 bilhões só em penduricalhos, quase a metade do orçamento
do Bolsa Família, que atende 14,2 milhões de famílias", comparou.
O deputado
Marcel Van Hattem observou que o Poder Judiciário custa 1,3% do PIB do
Brasil, enquanto na Espanha e nos Estados Unidos este índice é de apenas 0,12%
e 0,14%, respectivamente. Já o deputado Tiago Mitraud defendeu a proibição das
férias de 60 dias para juízes e promotores. "Não são benefícios, mas
privilégios que existem para algumas castas que conseguiram ter regras que
ninguém consegue explicar o porquê", lamentou.
O deputado
Carlos
Jordy (PSL-RJ) apelou para que os deputados não cedam à pressão dos
sindicatos e do Judiciário. "Não é uma cláusula pétrea e pode ser
emendada. Recebi ligações de membros do Tribunal de Contas se sentindo
injustiçados porque o Judiciário ficou de fora", relatou.
Cargos
obsoletos
Apesar de elogiar o relatório, o deputado André
Figueiredo (PDT-CE) afirmou que a possibilidade de demitir
servidores de cargos obsoletos trará insegurança jurídica. "Alguns
servidores tem mais de 50 anos de idade e teriam difícil recolocação em
empresas privadas", analisou. "Precisamos dar garantia de
reaproveitamento em outras funções."
O deputado
Professor
Israel Batista (PV-DF) afirmou que o Estado não pode descartar
servidores porque ficaram idosos. "O Estado tem que ser exemplar na forma
de tratar pessoas. Não é correto comparar relação trabalhista de servidor com a
iniciativa privada", ponderou.
Já o
deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) afirmou que a reforma
precisa equiparar os trabalhadores do setor público e privado. "Alguém que
desempenha função contratada por órgão público não pode ter diferença do setor
privado", comentou.
Carreiras
típicas
O deputado Tiago Mitraud considera desnecessária a tipificação de carreiras
típicas de Estado. "Não faz sentido esta necessidade, que só atende à
vaidade de categorias. O importante é que todos os servidores estejam incluídos
nas mesmas regras", argumentou.
O deputado
Arlindo
Chinaglia (PT-SP) avalia que a distinção das carreiras vai criar
diferenças entre servidores públicos concursados, o que seria inaceitável.
"Uns vão ter critérios de avaliação mais justos e outros não",
comentou.
Reportagem
– Francisco Brandão
Edição – Geórgia Moraes
A
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