Comissão debate impactos da reforma adm. entre servidores da segurança
pública
A Comissão
de Segurança Pública da Câmara dos Deputados discute nesta terça-feira (31) os
impactos da proposta de reforma administrativa (PEC 32/20) entre os servidores da área.
A PEC
altera dispositivos sobre servidores e empregados públicos, modifica a
organização da administração pública direta e indireta de qualquer dos poderes
da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
O deputado
Subtenente
Gonzaga (PDT-MG), que sugeriu a realização do debate, afirma que a
atual gestão federal tenta desmoralizar os servidores públicos frente à
sociedade, "de maneira geral, responsabilizando-os, injustamente, pelos
déficits que anualmente o Estado brasileiro enfrenta".
O
parlamentar reclama que o Governo Bolsonaro apresentou a PEC sem projeções
concretas dos resultados a serem alcançados se o texto for aprovado pelo
Congresso. "Ressaltamos novamente: não há dados ou evidências que deem
bases suficientes para as propostas apresentadas pelo texto ao Congresso. Pelo
contrário, suas principais decisões vão na contramão do que temos de
fundamentos na gestão pública", critica.
Subtenente
Gonzaga afirma que a proposta em discussão fere direitos e garantias
individuais e sociais, "uma vez que seus dispositivos caso sejam
aprovados, resultará na precarização dos serviços públicos".
"Precisamos
repensar o serviço público, de forma a modernizá-los e torná-los cada vez mais
eficientes", afirma o deputado. "Mas não acreditamos que a proposta
que está sendo discutida hoje seja o que precisamos, uma proposta equivocada,
que não se sustenta em dados reais."
Debatedores
Foram convidados para discutir o assunto com os parlamentares, entre outros:
- a conselheira do Fórum Brasileiro Segurança Pública Isabel Figueiredo;
- o presidente da Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e
Gestão Governamental (Anesp), Pedro Pontual;
- o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado
(Fonacate),
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