Projeto altera a estrutura
de cargos e carreiras do Ministério Público
Publicado em: 16/03/2022 19:59
Editoria: Notícia
O Ministério Público Estadual (MP-BA)
encaminhou projeto de lei à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) para alterar
o quadro de cargos e carreira do órgão e o quadro organizacional das
procuradorias e promotorias de Justiça.
O objetivo, segundo explicou a
procuradora-geral de Justiça, Norma Angélica Reis Cavalcanti, é otimizar a
distribuição dos órgãos finalísticos do MP, com enfoque especial no interior.
Ela informou ainda que as mudanças atendem às recomendações do Conselho
Nacional do Ministério Público.
De acordo com a procuradora-geral, a
iniciativa vai permitir o ingresso de novos promotores de Justiça substitutos
no quadro de carreira – cargo no qual são investidos originalmente os membros
da instituição. Os novos promotores, acrescentou ela, vão preencher as lacunas
em diversas comarcas do interior.
Norma Angélica explicou que o
ingresso na carreira se dará por concurso público. “A legislação vigente,
contudo, prevê a existência de apenas 30 cargos de promotor substituto”,
ressaltou. Segundo ela, mesmo que haja aposentadorias e exonerações de
promotores de justiça, não é imediata a capacidade de ingresso de novos quadros.
“A iniciativa legislativa, portanto,
estabelece nesse ponto uma transformação de cargos vagos justamente para
permitir a nomeação de novos promotores, em imperioso atendimento ao interesse
público, com a destinação de novos promotores a localidades desguarnecidas”,
explicou.
Outra questão levantada pela
procuradora-geral é a `'desproporção" entre o número de desembargadores
que compõem o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e o colégio de procuradores
de Justiça. Isso, segundo a procuradora, causa sobrecarga de distribuição
processual direcionada às procuradorias de justiça.
Norma Angélica informou ainda que
isso vem provocando preocupação permanente com a sobrecarga de trabalho. “Esta
é a razão da criação de mais quatro cargos de procurador de Justiça, de modo a
recompor o colégio de procuradores ainda que em número não equivalente ao de
desembargadores”.
O projeto prevê também a criação de
outros quatro cargos de comissão de assessor jurídico a serem destinados aos
ambientes dos procuradores de Justiça a serem implementados.
A procuradora-geral justificou ainda
que a atuação ministerial em Feira de Santana e Vitória da Conquista está
“extremamente abalada” pelo aumento da demanda nas áreas de execução penal e
violência doméstica, de modo a exigir providências imediatas para garantia da
prestação do serviço.
“Para tanto”, explicou ela,
“estudou-se extinguir cargos e promotorias de entrância final, inclusive na
capital de modo a oportunizar a criação de duas novas promotorias,
prioritárias”.
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