Falcão
advoga "passaporte vacinal" para os servidores públicos estaduais
O deputado Fabrício Falcão (PC do B)
apresentou na Assembleia Legislativa um projeto de lei que institui a
obrigatoriedade do comprovante de vacinação contra a Covid-19 a todos os
servidores e agentes públicos do Estado da Bahia. De acordo com o comunista, a
obrigatoriedade desta proposição se estende a profissionais servidores da saúde
e da educação, bem como servidores públicos efetivos, comissionados e
temporários, de atividades essenciais e não essenciais, lotados em órgãos da
administração pública direta e indireta, empresas públicas e mistas, agências
reguladoras, representações, entidades e instituições públicas estaduais e
municipais.
No documento, o legislador determina
ainda que os servidores e agentes públicos deverão imunizar-se cumprindo o
calendário previsto no Plano Nacional de Vacinação e no Plano de Vacinação
contra Covid-19 no Estado da Bahia. Estabelece também que o cumprimento da
obrigatoriedade da vacinação deverá ser comprovado aos gestores, ou superiores
hierárquicos, mediante a apresentação do cartão de vacinação, devidamente
preenchido com as duas doses da vacina e assinado por órgãos de saúde. No
Art.3º, o parlamentar salienta que o servidor público que, ao final da execução
de todas as etapas dos Planos de Vacinação, não tenha se submetido à
imunização, sofrerá as penalidades administrativas disciplinares previstas no
art. 187 do Estatuto do Servidor Público do Estado da Bahia, da Lei nº 6.677,
de 26 de setembro de 1994.
“Com a expectativa de vacinação cada vez
maior, a Bahia se prepara para um retorno ordenado das atividades de forma
presencial. No entanto, a politização da vacina, alimentada com notícias falsas
(fake news) e negacionistas de toda ordem, influenciam muitos baianos a não se
imunizar ou a buscar escolher vacinas e até a recusá-las”, argumenta o
deputado, que defende a vacina como a forma segura de combater a pandemia do
coronavírus: “Os servidores públicos estaduais são alvos desta onda
negacionista, o que é perigoso e controverso, pois a não-imunização de uma
parcela deles pode afetar o trabalho de retorno às atividades presenciais nos
órgãos públicos ou colocar em risco o servidor e as repartições públicas que
atuam”, argumenta.
O autor do PL afirma que preservar de
risco de contágio o ambiente de trabalho, fazendo com que a liberdade
individual não prevaleça sobre o interesse coletivo, é a finalidade desta
propositura. “Diante do exposto, com esta iniciativa pretende-se instituir a
obrigatoriedade da vacinação dos servidores públicos do Estado da Bahia, para
que as repartições públicas voltem a prestar serviços à população, observando
as regras de prevenção e as demais normas de segurança, como uso de máscaras e
álcool em gel”, finalizou Fabrício Falcão.
FONTE: ALBA
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